Quando alguém da sua família passa mal de madrugada, para quem vocês ligam?
O que está em jogo
Remédio de graça na farmácia do bairro, ambulância que chega e médico no posto são coisas que não existiam assim há trinta anos. Todas dependem de dinheiro federal. O que está em jogo é quanto vai para o SUS e como esses programas serão geridos.
3 fatos com fonte
Gratuidade desde 2011
Remédio para pressão alta e diabetes sai de graça pelo Farmácia Popular desde 2011.
O programa existe desde 2004. Hoje a lista de itens gratuitos é maior.
2011 em diante
Fonte: Ministério da Saúde, Programa Farmácia Popular do Brasil (lista de medicamentos). Abrir a fonte
Resumo feito a partir dos planos registrados no TSE. Leia o plano completo no link.
Como conversar sobre isso
Para começar: Vó, quanto a senhora pagaria por mês nos seus remédios se não pegasse na Farmácia Popular?
Se você ouvir: “O SUS não funciona, fico meses na fila.”
Você pode responder: A fila é real e é o que mais precisa melhorar. Só que o remédio de graça e o SAMU funcionam todo dia. A escolha é entre colocar mais dinheiro para encurtar a fila ou cortar.
Se você ouvir: “Esses médicos de fora nem são médicos de verdade.”
Você pode responder: O Conselho de Medicina cobra o Revalida, e é uma cobrança justa. Em muita cidade pequena, a alternativa era ficar sem médico nenhum.
Se você ouvir: “Remédio de graça nunca tem na farmácia.”
Você pode responder: Falta acontece e irrita. O remédio de pressão e de diabetes é gratuito nas farmácias com o selo do programa. Se faltar em uma, vale tentar outra com o selo.
Se você ouvir: “Esse Farmácia Popular é cheio de fraude.”
Você pode responder: Teve fraude de farmácia, com venda falsa, e houve operação policial. O site registra. A resposta é fiscalizar a farmácia, e não tirar o remédio de quem precisa.
Se você ouvir: “Liguei para o SAMU e demorou demais.”
Você pode responder: Demora acontece, principalmente em cidade pequena, que depende de ambulância de fora. É uma falha real. Vale perguntar quem propõe mais base e mais frota.
Você pode responder: Quem pode pagar tem esse direito. Mesmo com plano, a ambulância do SAMU e o remédio gratuito são do SUS. Vale cuidar dos dois.
Se você ouvir: “Posto de saúde nunca tem médico.”
Você pode responder: Em muita cidade falta mesmo. O Mais Médicos existe para isso, e as candidaturas pensam diferente sobre como contratar. Vale comparar.
Se você ouvir: “O SUS é para quem não tem dinheiro.”
Você pode responder: Todo mundo usa o SUS, mesmo sem perceber. A ambulância que chega no acidente é do SUS. A pergunta é quanto dinheiro vai para ele.
Você pode responder: É tempo demais, e o site diz que a fila continua longa. Não vou defender isso. Vale ver o que cada um promete para encurtar a fila.
Se você ouvir: “Dinheiro da saúde some na corrupção.”
Você pode responder: Some uma parte, e tem que ser investigado. O gasto federal fica aberto no Portal da Transparência. Dá para ver quanto veio para a nossa cidade.
Se você ouvir: “Minha mãe gasta metade da aposentadoria em remédio.”
Você pode responder: Veja com ela se algum está na lista gratuita. Precisa de CPF e receita. Para os que não estão, uma das candidaturas propõe ampliar a lista.
Você pode responder: Tem hospital muito ruim e tem hospital bom. Prefeitura, estado e governo federal dividem essa conta. Vale cobrar os três.
Se você ouvir: “Tanto faz quem ganhar, a saúde continua igual.”
Você pode responder: A fila não some de um dia para o outro. Mas a lista de remédio gratuito, a frota do SAMU e o Mais Médicos mudam conforme a proposta. Está escrito no plano de cada um.